
Quando todas as NDS cá de casa estão indisponiveis, e quando se tem um computador com mais de sete anos, o único remédio que me resta é engonhar com jogos caseiros de fracos requesitos que servem em qualquer computador e mais algum.
Claro que isso não quer dizer que esse tipo de situação seja má, e 1213 é um bom exemplo disso.
1213 é um jogo de acção e aventura com o mesmo estilo de jogabilidade de videojogos como Flashback e Another World (Out of This World para os américas) criado pelo indie gamer britânico mais prestigiado do mundo AGS (Adventure Game Studio) Ben "Yathzee" Crosshaw e pai da excelente saga de jogos de aventura Chzo Mythos.
A história de 1213 fica a vosso critério, tanto cliché como simples, eu voto na simples. O jogo começa numa cela do protagonista chamado 1213, onde ele atormentado constantemente pelas suas memórias esquecidas, perguntas sobre o seu passado e pelo seu cuidador Dr.Westburry, o gajo que obriga 1213 a efectuar um treino diário e doloroso numa pista de exercicio fisico. Verdade que este inicio não é muito favorável para que gosta de histórias complexas, mas o enredo até que se torna interessante com o decorrer do jogo.

O jogo encontra-se dividido em três episódios diferentes, o que na minha opinião dá um aspecto mais aplativo a jogo em termos de distribuição, pois é raro haver jogos indie que dêm uso ao sistema "Episodic Content" usado muito hoje em dia na distribuição online (via download) de jogos comerciais.
Em termos de jogabilidade, o jogo é tal igual como o Flashback, usamos a setas direccionais para andar (dá para usar estas mais o left shift apartir do segundo episódio para correr, mas o seu uso abusivo pode causar perda de energia), com o space podemos efectuar pequenos saltos e com o tab podemos atacar com a nossa arma de fogo. A implementação da relação fisica do personagem com o ambiente em seu redor foi bem sucedida, ou seja, se tentarem saltar para o outro lado de um percipicio e se o 1213 não conseguir chegar lá, ele agarra-se automáticamente ás suas bordas, e apartir daí é só carregar no cima ou no baixo para subirem ou caírem.
Durante o jogo, temos de resolver vários puzzles que involvem a leitura de "logs" computadorizados ou o uso de objectos que podemos apanhar pelo caminho (cartões, chaves de parafusos e etc...), o grande problema dessa parte é que só podemos transportar um objecto de cada vez, o que faz com que o "backtracking" se torne chato visto que somos também obrigados a derrotar os inimigos que já eliminá-mos pelo caminho, mesmo assim, não é algo que estrague a experiência de jogo, existem também no jogo chuveiros para a recuperação de energia se estiver-mos num caso de aflição. Existe um boss para derrotar para derrotar no fim de cada episódio, mas são batalhas padronizadas que não exigem grande esforço e que podem ainda ser auxiliadas com o uso de saves durante estas.

Os gráficos é que podem deixar qualquer "graphic whore" com muito a desejar, mas são simples, limpos, lindamente pixelixados e cumprem aquilo que devem, aliás, são bons que cheguem para a representação da violência e gore do jogo (mesmo sendo pouco detalhada).
Os efeitos sonoros são muito simples, pistola faz "pan", a dor faz gemidos estranhos, ou seja, cumpre aquilo que deve. A música, embora bem aplicada e bem composta pelos seus compositores originais, não é original em termos de uso visto que foi completamente "roubada" do RPG Maker 2003 (grande app já agora), até o próprio Yathzee o admite através dos créditos.
O grande problema com 1213 é a sua longevidade, os três episódios são pequenos (duram cerca de meia hora) e mesmo estando juntos não fazem um jogo muito grande (uma hora e meia), e uns pequenos problemas de detecção de colisão que impedem uma morte imediata dos inimigos e que fazem de nós um alvo bem aberto contra os seus ataques.

Em suma, 1213 é mais um daqueles jogos indie que apesar de poder ter sido muito melhor, já é bom que chegue para divertir um gamer que procura jogar algo mais simples e com aquele sabor a "old-school" que nos tocou na lingua na época das SNES das MegaDrives e dos Amigas, por isso, dou os meus parabéns ao senhor Yathzee por criar mais um bom jogo caseiro, e peço aos menininhos de PC's "ricos" que largem os seus WoW's e S.T.A.L.K.E.R's por um bocado e que agarrem nisto.
8/10
Site Official com download grátis de todos os episódios do jogo
1 comentários:
Parece ser um jogo fixe, e não acho que graficamente esteja assim tão mau, pelo menos o sangue parece bem estilizado.
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